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Nossa esperança voando ao relento,
passando pelo prédio, pelo sobrado,
pela avenida do abandono.
Nossa esperança virando peso morto.

Acordamos de novo,
mas sem esquecer:
não nascemos de novo.
Apenas automatizamos o amanhecer.

Qual a graça?
O riso?
O bom do estar vivo?

Eu ainda darei meus passos firmes,
e a esperança?
Volta como os pássaros no verão,
cantando dores de sobreviver.
Deixando amores
- os que nunca sabem morrer.

— Camila Costa.

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