Sei que vivo por um fio, na corda bamba sem saber me equilibrar. Sei que despenco do alto sem ter o que me amorteça no chão. Mas meus ossos seguem no lugar e os arranhões vão sendo encobertos por curativos. Eu vivo frente a frente com a minha falta de organização dos sentimentos, dos quereres e dessas intensidades todas que me tomam pela mão todos os dias e me levam para passear. Ah, eu não sou equilibrista, mas bem que ando aprendendo uns passos bonitos…
— Camila Costa.